O Presidente da República destacou "o humor doce e muito português" caraterístico do ator Camilo de Oliveira, salientando que, ao longo da sua carreira, animou várias gerações e que continuará a ser lembrado no país.

Palavras de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas no final de uma cerimónia na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Cascais, já depois de, formalmente, ter enviado uma mensagem de condolências à família de Camilo de Oliveira, que faleceu no sábado à noite aos 91 anos.

Perante os jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa começou por referir a sua relação pessoal de amizade com Camilo de Oliveira.

"Quis o destino que estivesse com Camilo de Oliveira, já internado, no Hospital de Cascais, há um mês e meio. Esteve internado uma semanas largas, num estado já muito frágil. Estivemos juntos, tirámos fotografias juntos e tudo com o mesmo humor de sempre."

O Presidente da República considerou depois que Camilo de Oliveira "tinha um humor muito doce, um humor muito português".

"Durante décadas, Camilo de Oliveira animou muitos portugueses e portuguesas, e não esquecemos isso no momento em que nos deixa. Continuaremos a lembrar Camilo de Oliveira e a estar com ele", assegurou o chefe de Estado.

Pouco antes desta declaração, o Presidente da República já tinha enviado uma mensagem de condolências à família de Camilo de Oliveira em que se referiu ao ator como uma das figuras essenciais da comédia popular portuguesa, da qual ficará "uma grata memória".

"Porque a vida de Camilo de Oliveira é uma vida de histórias: Mais de seis décadas de teatro, de Buarcos ao Parque Mayer, programas de televisão marcantes como "Sabadabadu" e as sucessivas séries de ‘Camilo' (o nome próprio bastava para identificá-lo)", escreveu Marcelo Rebelo de Sousa na mensagem publicada na página de internet da Presidência.

Governo lembra o “mestre da comédia portuguesa"

O ministro da Cultura também já reagiu à morte do ator, considerado Camilo de Oliveira “um mestre da comédia portuguesa que contribuiu de forma extraordinária para a vitalidade do teatro de revista em Portugal”.

Numa nota de pesar, Luís Filipe Castro Mendes afirma que Camilo de Oliveira “foi um hábil crítico dos costumes, retratando com fina ironia a sociedade nas últimas décadas através das várias personagens que criou no teatro e na televisão”.

O ator Camilo de Oliveira, que morreu no sábado à noite, aos 91 anos, pisou os palcos pela primeira vez aos cinco anos, estreou-se aos 15 e protagonizou uma carreira marcada pela comédia e o teatro de revista.

Os colegas recordam um "excelente profissional" que era "amado por todos".