O Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, já telefonou a António Guterres para o felicitar pela indicação para secretário-geral das Nações Unidas, realçando que foi aprovado o melhor indicado.

Aqui é o melhor a ser escolhido. E isso é muito bom para o mundo, para as Nações Unidas e para Portugal", vincou o chefe de Estado, à saída de uma visita a uma associação social em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa falava minutos depois de se saber que o antigo primeiro-ministro português António Guterres foi hoje indicado como favorito para ocupar o cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.

Sublinhando que se trata da uma "vitória da competência e da transparência" e também "uma vitória de um consenso nacional, Marcelo Rebelo de Sousa recorda ainda o encontro que teve com Guterres em Nova Iorque há duas semanas.

Quando estive em Nova Iorque há duas semanas, juntamente com Jorge Sampaio, António Guterres e Augusto Santos Silva, pudemos demonstrar a unidade nacional em torno deste objetivo e deste candidato", refere o Presidente da República.

Esta tarde, em declarações aos jornalistas à saída de uma visita a uma associação social em Lisboa, minutos depois de se saber que o antigo primeiro-ministro português António Guterres foi hoje indicado como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que foi aprovado o melhor.

O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi indicado, esta quarta-feira, como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.

O Conselho de Segurança anunciou que o português é o “vencedor claro” da votação, recebendo 13 votos de encorajamento (em 15 votos), sem qualquer veto.

Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar na quinta-feira uma resolução a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.

Guterres vai liderar, a partir de janeiro, uma casa que conhece bem, depois de ter chefiado o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre junho de 2005 e dezembro de 2015, uma organização com cerca de 10.000 funcionários em 125 países.

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"A votação mostrou que no momento decisivo ninguém estava contra", Guterres, frisou o Presidente, acrescentando que houve o reconhecimento do mérito do candidato e da "posição de Portugal no mundo", de diálogo e de "fazer pontes".

É evidente que é bom para Portugal quando há um português que ganha o Prémio Nobel da Literatura. É bom para Portugal quando temos grandes pintoras e escritores conhecidos por todo o mundo, quando temos grandes artistas prestigiados no mundo e quando temos o secretário-geral das Nações Unidas", vincou ainda Marcelo Rebelo de Sousa.

Definindo Guterres como um candidato "excecional", o chefe de Estado diz não querer ser "patrioteiro, apenas patriota", e nesse aspeto realçou que "tudo aquilo que prestigia Portugal lá fora é importante para Portugal".