O Presidente da República falou esta sexta-feira de “uma prática diferente” para justificar ter pago uma viagem a França num avião Falcon da Força Aérea, apesar de ter direito a essa viagem sem a pagar.

“O Presidente da República tinha esse direito, e ainda por cima repartido com o Governo”, porque no mesmo avião, na quarta-feira para assistir ao jogo Portugal-País de Gales, viajaram dois membros do Governo e “eram dois órgãos de soberania a pagar”, disse Marcelo Rebelo de Sousa quando questionado por jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa.

E justificou assim o facto de ter sido ele a pagar a viagem: “No entanto entendi, como sou um radical nessas matérias, mais papista do que o Papa, e decidi pagar”.

Marcelo disse que não estava a abrir nenhum precedente, explicando que é uma “prática diferente” e que já aconteceu pagar do próprio bolso almoços em Belém, que ainda que tenham sido de trabalho não foram oficiais.