O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, destacou esta quinta-feira a sintonia de posições entre o Presidente e o primeiro-ministro, mas também com o líder da oposição, sobre os fundos europeus para Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas à chegada a Monção, onde esta quinta-feira participa nas festas do Corpo de Deus, a propósito de um encontro que manteve hoje de manhã com a chanceler alemã, Ângela Merkel.

O chefe de Estado disse que não comentava encontros com primeiros-ministros estrangeiros, mas realçou a sintonia existente.

Como terão percebido, é bom para Portugal que haja sintonias de posições, não apenas entre o Presidente da República e o primeiro-ministro, mas também com o líder da oposição, quando se trata de defender os fundos europeus para Portugal, quando se trata de falar da importância da coesão e da política agrícola comum para a Europa, mas também para Portugal”, disse.

Como segundo aspeto, existe “a preocupação do lado do Presidente da República, do primeiro-ministro, como, penso eu, do líder da oposição, quanto à estabilidade política na Europa para que não haja perturbações financeiras num momento em que se decide sobre o orçamento para 2027 e se tomam outras decisões fundamentais e urgentes”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado sobre a instabilidade política em Espanha, Marcelo Rebelo de Sousa disse não comentar “situações de outros países, nomeadamente um país vizinho e amigo", mas reiterou que “há na Europa uma situação que pode ser preocupante no sentido do que tudo o que possa aparecer como instabilidade política pode influenciar os mercados financeiros em termos de subidas de juros e pode criar um clima que não é o ideal” num momento em que "a Europa tem entre seis a nove meses para tomar decisões fundamentais para a União Europeia”.

“É mais difícil tomar decisões com juros altos, a pesarem nas dívidas publicas e a pesarem nos orçamentos. Espero, apesar de tudo com otimismo moderado, que haja estabilidade generalizada na Europa, que impeça perturbações que também teriam consequências em Portugal”, disse ainda o chefe de Estado português.