O Presidente da República desejou esta sexta-feira "um começo natural e normal" do ano letivo independentemente do "desfecho bom ou menos bom" da reunião de hoje entre os sindicatos dos professores e a tutela sobre a carreira de docente.

O que eu desejo e espero é que seja um começo natural e normal do ano letivo. Independentemente daquilo que venha a sair hoje da reunião, eu já disse e vou cumprir o compromisso, receberei os professores, seja qual for o desfecho da reunião, seja esse desfecho bom, no sentido de haver um entendimento ou menos bom, no sentido de não haver um entendimento", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no Porto, à saída de um debate sobre Demografia.

Espero que a normalidade a instituições prevaleça. Quer dizer, que haja um bom começo de ano letivo, eu lá estarei (…)", disse o chefe de Estado.

Para o Presidente da República, tudo "depende do entendimento ou não" entre sindicatos e a tutela.

Esta sexta-feira, a plataforma sindical que junta a maioria dos sindicatos de professores está reunida com o Ministério da Educação para discutir, entre outros temas, a contagem integral do tempo de serviços dos docentes para efeitos de progressão de carreira.

Cada parte está no seu papel, os sindicatos estão no papel de representar as pretensões dos professores e o Governo no papel de quem sabe que o tempo provavelmente se vai complicar um pouco, sabe quais são os limites financeiros que dispõe, sabe quais são os constrangimentos financeiros que resultam da comparação com outros trabalhadores da Função Pública e atua em conformidade", contextualizou Marcelo Rebelo de Sousa.

Às vezes é possível haver convergência, outras vezes não é possível, se não houver faz parte da lógica da democracia, como faz se não houver", referiu Marcelo Rebelo de Sousa.

"Estar alerta"

Com o desempenho da economia portuguesa, o presidente da República diz estar feliz, mas avisou que é preciso "estar alerta" para "aquilo que venha de fora" e traga um "novo desafio" para Portugal.

Estou feliz, como estão todos os portugueses, porque todos queremos que as notícias sejam boas, sobretudo porque o mundo tem problemas económicos complexos e porque a Europa pode vir a ter", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de um debate, no Porto, sobre Demografia.

De acordo com os dados mais recentes sobre o desemprego, divulgados em 31 de agosto pelo Eurostat, a taxa de desemprego homóloga recuou em julho para os 8,2% na zona euro e para os 6,8% na União Europeia, tendo Portugal registado a terceira maior diminuição face a julho de 2017, ao recuar dos 8,9% para os 6,8%.

Segundo o chefe de Estado "o que é conhecido da primeira parte do ano, não só corresponde como eventualmente excede as previsões e isso não pode deixar de tornar muito feliz o presidente da República".

Questionado sobre os alertas deixados pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu relativamente ao aumento das despesas com pessoal, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que "há sempre" alertas a fazer mas que tal até é positivo.

É evidente que há permanentemente uma preocupação, que é a seguinte: que tudo corra bem mas se houver fatores negativos, nomeadamente externos, é um alerta, e acho isso muito bem, temos que estar alerta para aquilo que venha de fora e constitua um novo desafio para nós", explicou.