O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, reiterou esta segunda-feira que a União Europeia precisa de reformas que aproximem os cidadãos e resolvam problemas mais rapidamente, com pedagogia, e com uma "tónica social".

"Eu sou um europeísta, devemos imenso à Europa, isso é muito importante. Há reformas que a Europa tem de fazer, tem de se aproximar mais dos cidadãos e tem de ser diferente a resolver determinados problemas, em velocidade, em pedagogia, em proximidade, em tónica social", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, na inauguração da Feira de Antiguidades, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa acrescentou que considera que "há cada vez mais consenso nesse sentido": "Vi no outro dia o comissário Carlos Moedas a dizer que é preciso mais solidariedade e mais conetividade na Europa. Quando um comissário diz isso?"

O chefe de Estado foi confrontado com as declarações do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, que comparou a União Europeia a uma bicicleta sem ar nos pneus, numa entrevista à TSF e ao Diário de Notícias, no Dia da Europa.

"Foi muito simpático, o senhor Schultz hoje citou-me, citou o meu discurso no Parlamento Europeu", começou por dizer o Presidente da República.

Questionado sobre o crescimento da extrema-direita e a situação política na Áustria, Marcelo Rebelo de Sousa, respondeu: "A Europa exige uma base política muito sólida, económica e social alargada, se começa a fraquejar essa base aumentam os radicalismos, as xenofobias, os populismos, tudo o que acaba por ser antieuropeu".

O chanceler austríaco e líder do partido social-democrata SPÖ, Werner Faymann, demitiu-se esta segunda-feira de todas as suas funções, duas semanas depois de o partido ter sido derrotado na primeira volta das eleições presidenciais, em que o candidato da extrema-direita, Norbert Hofer, foi o mais votado e o candidato do SPÖ foi afastado da corrida.

Os jornalistas perguntaram ainda se o Presidente já tinha falado com o primeiro-ministro sobre a questão dos contratos de associação do ensino particular, já que Marcelo Rebelo de Sousa tinha dito horas antes que falaria dessa matéria após conversar com António Costa.

"É às quintas que temos audiência", disse o Presidente aos jornalistas, referindo-se ao encontro semanal que o Chefe de Estado mantém com o chefe de Governo.