O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje, em Boston, que a única forma de os políticos evitarem populismos é estando "perto das pessoas", que têm "nomes, caras, sonhos".

"Como pode um Presidente não estar perto das pessoas? As pessoas têm nomes, caras, sonhos. E são diferentes. A única forma de evitar populismos é estando perto das pessoas", declarou o chefe de Estado, aplaudido posteriormente por dezenas de congressistas e cidadãos - nomeadamente lusodescendentes - presentes nas bancadas do parlamento estadual de Boston.

A intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa no parlamento estadual, a propósito das comemorações do 10 de Junho, arrancou cerca das 10:45 locais, menos cinco horas que em Lisboa, e pelas 11:05 ainda o Presidente da República se dirigia aos presentes.

"Formalmente devia ler um discurso, mas tenho a tentação de improvisar. Por que não deixar o meu coração falar e dizer-vos o que sinto no fundo do coração?", questionou o chefe de Estado, perante aplausos de dezenas de congressistas e outras dezenas de cidadãos - nomeadamente lusodescendentes - presentes nas bancadas do parlamento estadual.

Depois, Marcelo Rebelo de Sousa manifestou "gratidão" em nome de Portugal pela "amizade e parceria de muito tempo" entre o país e os Estados Unidos da América, lembrando o "atravessar do oceano" nos séculos anteriores, nomeadamente de açorianos.

"Nós, os portugueses, adoramos unir, não dividir", disse ainda o chefe de Estado.

O senador de Massachusetts Mark Pacheco, lusodescendente, apresentou Marcelo Rebelo de Sousa como "o verdadeiro Presidente do povo".

"Há dois dias nadava no mar dos Açores com os cidadãos e ontem [domingo] ignorou os serviços secretos e foi para o meio da população", atravessando durante longos minutos o centro de Boston e tirando fotografias, prosseguiu Mark Pacheco, numa passagem aplaudida pelo senadores e cidadãos presentes na sessão.

O programa das Comemorações do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas de 2018 arrancou no sábado em Ponta Delgada, na Região Autónoma dos Açores, seguiu depois para Boston e Providence, onde hoje termina.