Na Bulgária, Marcelo Rebelo de Sousa enfrentou uma das questões do momento. Defende que a Comissão Europeia (CE) deve manter uma posição "igual para todos", no que se refere ao caso do ex-primeiro-ministro, Durão Barroso, e da sua contratação pelo banco Goldman Sachs.

A CE, certamente, não terá posições discriminatórias. A posição que adotar, no futuro, valerá para todos", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à margem do 12.º encontro do chamado Grupo de Arraiolos, que reúne chefes de Estado europeus sem poderes executivos e decorre até quinta-feira entre Plovdiv e Sófia, na Bulgária.

A polémica em torno da contratação de Durão Barroso cresceu com a decisão do seu sucessor na presidência da Comissão Europeia de lhe retirar as prebendas, normalmente consagradas a quem chefiou aquela instância.

Bruxelas decidiu que Durão Barroso deixará de ser recebido como antigo responsável da Comissão Europeia e terá de dar explicações ao executivo europeu sobre a sua relação contratual com a Goldman Sachs.

Regra igual para todos

Em sua defesa, através de uma carta pública, o antigo presidente da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro português considerou estar a ser discriminado, tal como o Goldman Sachs, referindo que as acusações de que é alvo são inconsistentes.

Comentando a situação, o Presidente da República portuguesa considera ser desejável tratar todos os casos pela mesma bitola.

É natural que haja um tratamento não discriminatório. Houve um ex-presidente da Comissão Europeia e vários comissários que saíram para instituições financeiras, até especificamente para a mesma. É natural que haja uma regra geral de tratamento das situações", afirmou o chefe de Estado português, escusando-se a alongar mais os seus comentários.