O Presidente da República sublinhou que a escolha de lugares internacionais, frequentemente, é "por exclusão de partes", depois de questionado se a sua visita a Paris fortaleceu a candidatura de Guterres a secretário-geral das Nações Unidas.

"Sabemos que António Guterres tem sido um pré-candidato e depois um candidato assumido notável. Mas há uma coisa curiosa na vida: é que às vezes, para certos lugares, o ser-se bom demais cria dificuldades, porque nesses lugares muitas vezes a escolha é por exclusão de partes", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no final de uma visita à delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian.

Interrogado se estava a pensar em alguém em especial, o chefe de Estado respondeu: "Estou a pensar no seguinte: é que houve no passado escolhas para organizações internacionais feitas à última da hora na base de quem levantava o menor número de problemas. Aqui nós apostamos numa candidatura que resolve o maior número de problemas".

Questionado sobre o encontro de sábado à noite com a seleção nacional, o Presidente da República afirmou que encontrou "um magnífico espírito", que achou "motivados quer os jogadores quer a equipa técnica" e "tudo muito bem planeado".

"Há com aquela frieza que é habitual - competência, mas frieza - da parte do engenheiro Fernando Santos uma condução de uma equipa que vai muito bem encaminhada. Agora vamos esperar para ver", acrescentou.