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PS e PSD «muito iguais» leva sociais-democratas a «radicalizar»

Marcelo Rebelo de Sousa diz que «numa ponta final» rumo a eleições, como a que se vive, «cada um tem de puxar pelos seus galões

Por: tvi24 / MM  |  10- 5- 2011  15: 43

Marcelo Rebelo de Sousa

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O comentador político e antigo presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa considerou, esta terça-feira, que PS e PSD estão «muito iguais» na «ponta final» rumo às eleições legislativas, levando os sociais-democratas a «radicalizar» para ganhar espaço.

«Numa ponta final em que estão todos muito iguais, cada um tem de puxar pelos seus galões. E para puxar tem que dizer que é diferente do outro. Se dissesse, olhe eu sou igual ao outro, vamos até juntos para o Governo, as pessoas dizem que se é igual, igual por igual, tanto me faz votar num ou noutro», disse Marcelo Rebelo de Sousa à agência Lusa, à margem da apresentação de uma tese de doutoramento na Universidade Lusófona, em Lisboa.

«E portanto isso levou o PSD, para ganhar espaço, a radicalizar, e levou ontem o CDS-PP, para ganhar espaço, a acompanhar a radicalização do PSD. É inevitável, numa ponta final em que há dois [partidos] muito próximos e há um terceiro que vai muito atrás que tenha que dar a sensação de que também vai próximo e radicalizar», adiantou.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou «naturais» as críticas ao programa eleitoral apresentado pelo PSD, na medida em que «substituiu o que estava a ser criticado, que era a ação do Governo».

«Houve aqui uma alteração de alvo de ataque. Até agora era a actuação de José Sócrates ao longo dos últimos seis anos, sobretudo nos últimos três anos durante a crise. Na medida em que o PSD introduz um novo elemento no debate, é natural que os debates se centrem naquilo que é novidade», sublinhou.

O professor adiantou que a proposta social-democrata para a redução da Taxa Social Única estava prevista no «acordo com o Fundo Monetário Internacional e a União Europeia», cuja discussão sobre os montantes envolvidos «vai passar ao lado do povo».

«Essa questão dos montantes vai passar ao lado do povo, não na vida do povo, nas consequências, mas vai ser muito difícil em termos de campanha eleitoral as pessoas perceberem se é um por cento, se é dois por cento, ou três ou quatro e quanto é que isso vai custar e onde é que se vai buscar o dinheiro. Eu admito que é uma questão interessante para os socialistas, mas difícil de ser compreendida pelo povo português», adiantou.

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