O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, vai assumir os pelouros do desenvolvimento económico e social, desporto e turismo, enquanto o socialista Manuel Pizarro fica com a habitação e ação social, disse à agência Lusa fonte da autarquia.

O autarca vai ainda manter sob a sua dependência direta a reabilitação urbana, uma das suas «bandeiras» na campanha eleitoral, mas sem o estatuto de pelouro, visto que a ação técnica relacionada com este dossier está incluída nas competências da Sociedade de Reabilitação Urbana Porto Vivo, cujo capital é dividido entre a Câmara do Porto e o Estado.

Entre os vereadores independentes eleitos na lista de Rui Moreira, a vice-presidente da câmara, Guilhermina Rego, deterá as pastas da educação, organização e planeamento, Manuel Sampaio Pimentel ficará com a fiscalização e proteção civil e Paulo Cunha e Silva será responsável pela cultura.

Segundo a fonte, Filipe Araújo, também independente, terá a inovação e o ambiente e Cristina Pimentel, igualmente da lista de Rui Moreira, ficará com a mobilidade.

O socialista Manuel Pizarro deterá a habitação e a ação social, enquanto Manuel Correia Fernandes, número dois da lista do PS, será responsável pelo urbanismo.

Carla Miranda, número três da lista do PS, não terá qualquer pelouro, apesar de já ter assumido o cargo de vereadora e garantido que cumprirá o seu mandato «até ao fim».

A atribuição de pelouros a dois dos três vereadores eleitos pelo PS insere-se no acordo estipulado entre Rui Moreira e Manuel Pizarro para a governação da cidade.

A atribuição de «pelouros a vereadores eleitos pelo PS» consta no texto do acordo entre as duas candidaturas.

Hoje de manhã, na primeira reunião do novo executivo municipal, a maioria composta por seis eleitos do independente Rui Moreira e por três do PS aprovou a fixação de sete vereadores a tempo inteiro na Câmara do Porto.