O candidato do PS à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, assegurou que, se vencer as eleições de domingo, vai criar, “com facilidade, condições de governabilidade estável”, através dos “entendimentos necessários para uma governação tranquila”.

Faremos os entendimentos necessários para uma governação tranquila. Se ganhar as eleições, como espero, criarei com toda a facilidade condições de governabilidade. Tenho um longo percurso na vida pública e sempre mostrei capacidade de dialogar”, afirmou Pizarro durante um périplo por lojas históricas, no qual reagiu a críticas do candidato Rui Moreira dizendo que o independente “parece crispado”.

O cabeça de lista do PS garantiu que Moreira está fora das suas perspetivas de acordos pós-eleitorais e destaca que, em caso de derrota, os socialistas “não assumirão funções executivas”, pelo que “é preciso que os cidadãos tenham consciência se querem ou não que seja o PS a governar na cidade”.

Moreira já anunciou que não será vereador se for eu o vencedor. Acho que será até falta de educação convidá-lo”, observou Pizarro, quando questionado sobre um eventual entendimento com Moreira, com quem manteve, até maio, uma coligação pós-eleitoral.

De acordo com Pizarro, os socialistas não se sentem “nada responsáveis pela rutura” com o atual presidente da Câmara, que se recandidata a um segundo mandato.

Comportámo-nos na Câmara do Porto com total lealdade e absoluta competência. Acho que isso vai ser reconhecido pelos cidadãos. A solução governativa para o Porto estava a correr bem e não havia nenhuma boa razão para ser interrompida”, disse.

“Pela parte que me toca, eu e o PS colocamos sempre o Porto e os portuenses à frente de tudo”, notou.

Pizarro assinalou que tem feito esta campanha eleitoral “sempre pela positiva, sem qualquer tipo de crispação, porque é mesmo assim” que pretende governar a cidade: “envolvendo todos”.

Confrontado com as críticas de Moreira a uma sondagem que dá um empate técnico com o socialista, Pizarro disse querer “concentrar-se no que é decisivo para o Porto, que é debater soluções para o futuro, apresentar uma lista qualificada e um programa rigoroso e transparente”.

Acho que é isso que conta, em vez de arranjar temas laterais para distrair as atenções”, afirmou.

O candidato do PS pediu ainda “que esta campanha corresse de forma menos crispada”, dizendo não se sentir “nada responsável” pelo atual “ambiente de crispação”.

São candidatos à Câmara do Porto nas eleições de 01 de outubro o independente apoiado pelo CDS-PP e MPT e atual presidente, Rui Moreira, o socialista Manuel Pizarro, Álvaro Almeida, pela coligação PSD/PPM, Ilda Figueiredo, da CDU, João Teixeira Lopes, do BE, Bebiana Cunha, do PAN, Costa Pereira, do PTP, Sandra Martins, do PNR, e Orlando Cruz, do PPV/CDC.