A Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) assumiu esta quinta-feira a existência de uma «rutura de relacionamento» do Governo com os municípios na questão do mapa judiciário e disse ir «concertar posições» para responder a esta reforma.

«Há uma rutura de relacionamento [com o Governo] e nós desejamos que [o relacionamento] seja saudável», disse o presidente da ANMP, Manuel Machado.

A «Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está solidária com todos os municípios» que vão ficar sem tribunais e vai «concertar posições para responder a esta chamada reforma», disse o também presidente da Câmara de Coimbra.

«Queremos construir posições concertadas e dialogando», acrescentou.

O diploma regulamentar da Reorganização Judiciária prevê o encerramento de 20 tribunais e a conversão de 27 tribunais em secções de proximidade, nove das quais com um regime especial que permite realizar julgamento.

Segundo a nova versão da Lei de Organização do Sistema Judiciário, a que a agência Lusa teve acesso, o país, que tem atualmente 331 tribunais, fica dividido em 23 comarcas, a que correspondem 23 grandes tribunais judiciais, com sede em cada uma das capitais de distrito.

Dos 311 tribunais atuais, 264 são convertidos em 218 secções de instância central e em 290 secções de instância local.

Nas secções de instância central são julgados os processos mais complexos e graves, mais de 50 mil euros no cível e crimes com penas superiores a cinco anos no criminal.