O bispo da Guarda, Manuel Felício, mostrou-se preocupado com a falta de padres na diocese e por as previsões indicarem que os sacerdotes serão «ainda menos em futuro próximo».

«Quanto ao serviço sacerdotal nas nossas paróquias, todos verificamos que temos menos padres hoje do que tínhamos há alguns anos e as projeções dizem-nos que seremos ainda menos em futuro próximo», afirmou o bispo, na Missa Crismal de hoje, realizada na Sé da Guarda.

Segundo o prelado diocesano, esta realidade servirá de motivação para a diocese organizar nas paróquias e nos conjuntos de paróquias «a necessária complementaridade entre ministérios ordenados e ministérios laicais» e para reforçar o «empenho em promover as vocações sacerdotais».

«Sobretudo, a nós padres, o Senhor pede-nos que procuremos conhecer e identificar bem aqueles a quem devemos fazer o chamamento personalizado para poderem ingressar no Seminário e virem a exercer este importante Ministério na vida da Igreja», disse Manuel Felício, dirigindo-se a cerca de uma centena de sacerdotes que o escutavam.

Na Missa Crismal de quinta-feira Santa, o bispo da Guarda também lembrou que a sua diocese é «territorialmente vasta, mas desigualmente povoada e na qual a tendência da população é para diminuir, de forma mais acelerada do que no conjunto» do país.

«Apesar das dificuldades, queremos estar junto de todos, num esforço de proximidade e acompanhamento o mais personalizado possível, mas de forma diferente conforme as diferentes situações», afirmou.

A diocese da Guarda, com 365 paróquias e cerca de 100 padres ao seu serviço, tem uma área de 6.759 quilómetros quadrados e uma população estimada em 250.000 habitantes, abrangendo paróquias dos distritos de Guarda, Castelo Branco e Coimbra.