O presidente do PS, Almeida Santos, afirmou que «naturalmente seria bom» que Manuel Alegre estivesse presente no XVI Congresso do partido, que se inicia esta sexta-feira em Espinho, mas sublinhou que «cada um exerce os seus direitos como acha», escreve a Lusa.

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«Naturalmente seria bom que viesse intervir no congresso. Mas pode haver razões para não ter tomado ainda a decisão e pode ser que venha a tomá-la dentro de um ou dois dias», afirmou Almeida Santos, à entrada do encontro.

O presidente do PS considerou que Manuel Alegre «tem o direito de não vir» e lembrou que «não seria a primeira vez» que o histórico socialista e ex-candidato independente à Presidência da República faltava a um congresso do partido.

Lamentou ainda que Manuel Alegre tenha faltado também às últimas reuniões da comissão nacional do PS. «Não tem ido às comissões nacionais, o que é uma pena. Ele e outros», disse questionando: «Por que é que quem não está de acordo com o que se está a passar não pede a palavra?».

Para Almeida Santos, «cada um exerce os direitos como acha. Tem o direito de dizer e de não dizer e de escolher o sítio onde dizer».

Questionado sobre se o caso Freeport tem fragilizado politicamente o primeiro-ministro, o presidente do PS considerou que não. «De maneira nenhuma», disse, considerando que José Sócrates «tem mérito pela forma como tem governado o país e não é uma, duas, três, 30 notícias de jornais que retiram esse mérito».