O Bloco de Esquerda esclareceu este sábado que rejeitou uma candidatura conjunta às europeias com o Manifesto 3D porque implicava abdicar de uma candidatura própria, propondo em alternativa um acordo político, anunciado este sábado pela coordenadora do partido, Catarina Martins.

Numa nota da Comissão Política, após a reunião da Mesa Nacional e no dia em que foi anunciada a demissão de Ana Drago por divergências relativas à estratégia do partido para as eleições europeias, o Bloco adianta que já houve duas reuniões entre os promotores do Manifesto 3D e o Bloco de Esquerda (BE).

A primeira realizou-se no dia 5 de dezembro e serviu para informar o BE sobre o objetivo de estabelecer uma candidatura convergente da «esquerda situada entre o PS e o PCP» nas próximas eleições europeias, identificando como potenciais protagonistas o Bloco de Esquerda, a Renovação Comunista, o pró partido Livre e os promotores do Manifesto 3D.

A segunda aconteceu no dia 11 de janeiro com os promotores do Manifesto 3D a sugerirem duas hipóteses de candidatura: a criação de um «partido-envelope» para uma candidatura conjunta, implicando que o BE abdicasse de uma candidatura própria, ou uma coligação entre o Bloco e o partido Livre (se constituído entretanto).

A delegação do Bloco não aceitou as propostas e sugeriu em alternativa que se estabelecesse «um Acordo Político em torno de uma plataforma programática e de um compromisso de candidatura».

«Segundo as circunstâncias, esse Acordo poderia resultar numa coligação ou na participação nas listas do Bloco, podendo ainda ser alargada a outros parceiros por acordo mútuo entre Bloco e 3D», acrescenta a nota.