O porta-voz do PSD defendeu, esta sexta-feira, que a polícia tem «especial dever de exemplo na sua atuação» e que a manifestação em que foi invadida a escadaria do Parlamento «é desejável que não se volte a repetir».

Polícias invadem escadaria do Parlamento

«Acima de tudo, aquilo que desejo é que não volte a acontecer uma situação desta natureza. Todos nós temos consciência que existem organizações que têm o especial dever de exemplo na sua atuação. Aquilo que se passou ontem é desejável que não se volte a repetir», afirmou Marco António Costa.

O vice-presidente social-democrata falava após uma reunião com a CIP, na sede do PSD, em Lisboa, depois de questionado sobre o protesto das forças de segurança, na quinta-feira, que invadiu as escadarias da Assembleia da República.

«A Assembleia da República é a casa da Democracia, é um símbolo do povo português e aqueles que devem garantir a paz pública e a ordem pública devem ser os primeiros a garantir também que esses símbolos não devem ser tocados. Muitas vezes, invertem-se os papéis e são eles que estão a guardar a integridade desses símbolos», sustentou, citado pela agência Lusa.

Para Marco António Costa, «nas democracias é muito natural que todos os setores se manifestem».

«O problema não é o direito à manifestação, o problema é quando são ultrapassados alguns limites dessa manifestação», considerou.

«Espero muito sinceramente, e deixo esta formulação, que não se volte a repetir esta situação», declarou, referindo que «os portugueses ficam confusos» quando comparam aquela manifestação com as palmas que elementos das forças de segurança presentes nas galerias da Assembleia da República dirigiram ao ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, durante a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2014.

O porta-voz do PSD afirmou ainda que num momento «difícil» para o país «a palavra do PSD é uma palavra de apaziguamento, de apelo à paz social e de conciliação», reclamando ser essa sua «marca política», quer no Governo, quer na oposição.

Milhares de polícias manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.

O protesto reuniu todas as forças de segurança.