O líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, defendeu esta sexta-feira que o comportamento dos polícias na manifestação de quinta-feira conteve «atos de insubordinação» que não se podem repetir.

«Num Estado de direito democrático, o que se passou ontem na Assembleia da República não se pode voltar a repetir», afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas no Parlamento.

Para o presidente da bancada centrista, «uma coisa é o legítimo direito à insatisfação e a exprimir essa insatisfação, outra coisa é saltar regras, saltar barreiras, saltar escadarias», num registo da Lusa.

«Dá, além do mais, um sinal contrário à população, às pessoas, porque é precisamente praticado por quem tem como primeira missão manter e defender a ordem pública. Objetivamente, estes atos são graves e não se devem repetir», declarou.

«A partir do momento em que há atos de insubordinação, ou pelo menos atos de alteração da ordem pública, que objetivamente são praticados por quem tem como primeira e principal missão a defesa dessa mesma ordem pública, é evidente algo que não se pode repetir», insistiu.

O líder da bancada parlamentar do CDS-PP sublinhou que o comportamento dos manifestantes das forças de segurança na quinta-feira «pode prejudicar a missão e as tarefas dos colegas das forças de segurança se e quando forem chamadas a manter e a defender a ordem pública».

Sobre a ida do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e do ex-diretor nacional da PSP ao Parlamento, pedida pelo PS, Nuno Magalhães afirmou não ter nada a opor com vista ao esclarecimento daquilo que se passou.

Milhares de polícias manifestaram-se na quinta-feira em Lisboa e, depois de derrubarem uma barreira policial, conseguiram chegar à entrada principal da Assembleia da República, onde cantaram o hino nacional e depois desmobilizaram voluntariamente.

Os acontecimentos já levaram à demissão do diretor-nacional da PSP.