Por: Redacção / SM | 11- 2- 2012 18: 35
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que a manifestação convocada pela CGTP está a ser «um acontecimento
histórico» em termos de adesão e que «é preciso recuar 32 anos para assistir a uma coisa parecida».
«Posso-vos garantir
que estão perante um acontecimento histórico, em que é preciso recuar 32 anos para assistir a uma coisa parecida», disse o
líder comunista aos jornalistas.
O deputado e secretário-geral do PCP falava aos jornalistas no final da rua da Prata,
junto ao Terreiro do Paço, onde já estão vários milhares de pessoas concentradas e onde continuam a chegar pessoas vindas
de vários pontos da baixa pombalina.
Nas declarações aos jornalistas, o secretário-geral comunista comparou a manifestação
de hoje a uma realizada em 1980, também no Terreiro do Paço, contra um pacote laboral do Governo da Aliança Democrática (PSD,
CDS e PPM).
«Esta manifestação é de facto a maior de sempre dos últimos 32 anos, ocupámos o Terreiro do Paço nessa
altura e hoje, passado este tempo todo, num quadro em que se procura dar a ideia de que os trabalhadores e o povo são piegas,
estão conformados, é uma grande manifestação que demonstra a razão que temos quando dizemos que é preciso ter confiança para
acreditar que é possível mudar, travar este pacto de agressão, este ataque aos direitos dos trabalhadores», afirmou Jerónimo.
O
líder comunista apontou os trabalhadores como «motor» da manifestação, considerando que «estamos a assistir à confirmação
daquela ideia de que hoje o Terreiro do Paço é transformado de facto no terreiro do povo».
Jerónimo confessou mesmo
alguma emoção com o que está a acontecer e recordou uma palavra de ordem que «na altura, há 32 anos, se dizia no Terreiro
do Paço: "Se isto não é povo, onde é que está o povo?"».
«Quem viveu este espaço em 1975 e numa grande manifestação
também em 1980, a partir daí muitas vezes o povo se juntou aqui neste Terreiro do Paço, mas hoje de facto é o terreiro do
povo, da luta contra a exploração, da luta contra este pacto de agressão, uma luta carregada de esperança», disse.
Questionado
sobre se acha que o Governo vai prestar atenção a esta manifestação, Jerónimo respondeu: «Também os outros aparentemente não
deram ouvidos e acabaram por ser derrotados, se estes não dão ouvidos a esta grande acção, naturalmente, mais tarde ou mais
cedo, a vitória será deste povo que ocupa este Terreiro do Paço e não daqueles que querem fazer o país andar para trás».
Jerónimo
defendeu como alternativa à austeridade «um país de progresso, de crescimento económico, sem desemprego, que responda às novas
gerações».
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