O secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida, anunciou hoje no parlamento que já foi aprovado o concurso internacional para aquisição de radares, num investimento de quatro milhões de euros.

Ouvido juntamente com o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas sobre questões ligadas à sinistralidade rodoviária, João Almeida referiu que o concurso foi aprovado na segunda-feira e que aguarda publicação nos Jornal das Comunidades.

João Almeida, que respondia a uma pergunta do deputado Bruno Dias (PCP) sobre esta matéria, considerou que o lançamento deste concurso traduz um «objetivo muito importante» que se insere na «lógica de combate à sinistralidade».

Por seu lado, o ministro Miguel Macedo sublinhou que os dados indicam uma «trajetória positiva» nos últimos 10 anos, notando que em 2013 houve menos 56 vítimas mortais, em relação a 2012, ou seja uma redução de 9,8 por cento.

Em 2013 registaram-se 517 mortos nas estradas portuguesas contra 573, em 2012, e 689, em 2011.

Durante 2013 foram contabilizados 2.044 feridos graves, menos 16 do que em 2012, traduzindo uma redução de 0,8 por cento.

Segundos dados facultados aos deputados, em 2013 houve 116.035 acidentes, o que representa mais 1145 acidentes face ao ano anterior e um aumento de um por cento.

As alterações ao Código da Estrada, como as novas regras para os velocípedes e as diversas campanhas de sensibilização rodoviária, incluindo as direcionadas para os jovens e para o problema do álcool e a fadiga, foram outros aspetos abordados pelos responsáveis governamentais, a par das prescrições das multas.

Miguel Macedo reconheceu que houve um decréscimo das receitas com as multas de 84 milhões de euros em 2012 para 76 milhões o ano passado, considerando que para tal facto contribuiu «menor tráfego registado», mas também um «melhor comportamento dos condutores« ao volante e no cumprimento das regras.

«Se as receitas diminuíram é porque as pessoas estão mais cumpridoras das regras isso é bom», frisou.

O deputado comunista Bruno Dias alertou para o problema da fadiga associada ao trabalho prestado pelos condutores em empresas de transporte de mercadorias, e também de passageiros, pedindo medidas mais rigorosas que evitem interpretações abusivas da lei.