O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, considerou hoje que saída limpa do programa de ajustamento é resultado do esforço e sacrifício que «milhões de portugueses fizeram», alertando que é necessário manter o «enorme rigor orçamental».

Miguel Macedo falava aos jornalistas na Câmara do Porto, depois da cerimónia da assinatura do contrato de arrendamento que vai permitir a abertura da nova esquadra da PSP de Cedofeita, tendo sido questionado sobre o anúncio feito domingo à noite pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, sobre a decisão de Portugal sair do programa de assistência sem recorrer a qualquer programa cautelar.

«Aquilo que ontem [domingo] foi anunciado ao país significa, antes do mais, o resultado de um esforço e de um muito sacrifício que milhões de portugueses fizeram para que nós pudéssemos recuperar a nossa autodeterminação do ponto de vista orçamental e das opções que queremos fazer em cada momento em termos políticos», sublinhou.

No entanto, o ministro alerta que é preciso «continuar a trabalhar, manter disciplina orçamental para que os sinais que já são visíveis de retoma económica e de criação de algum emprego, se acentuem e acelerem nos próximos tempos».

«Mas nada disso será conseguido de forma sustentável e duradoura no tempo se não tivermos essa disciplina orçamental e se não enfrentarmos - como ainda temos que enfrentar ¿ muitas questões e muitos problemas que temos que resolver, nós todos como país», defendeu.

Insistindo na necessidade de «continuar um exercício de enorme rigor orçamental e de muita ponderação», o ministro sublinha que se deve garantir que aquilo que Portugal já conquistou - o que, na sua opinião «foi muito e com muito sacrifício» - se mantém no tempo e «não se perde por, de repente, entrarmos em situações que não são comportáveis do ponto de vista do país».

Portugal vai sair do atual programa de resgate financeiro sem recorrer a qualquer programa cautelar, regressando autonomamente aos mercados, anunciou domingo o primeiro-ministro.

A decisão do Governo será formalmente comunicada aos seus parceiros da zona euro na segunda-feira, numa reunião do Eurogrupo, a última durante a vigência do resgate iniciado em 2011, na qual Portugal estará representado pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque.