O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, volta hoje a reunir-se, pela terceira vez, com os sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR, estando em discussão alternativas para minimizar os cortes salariais.

Segundo os sindicatos da PSP e associações socioprofissionais da GNR, Miguel Macedo manifestou abertura, nas duas reuniões anteriores, para encontrar alternativas que consigam «colmatar os cortes salariais» e o aumento do subsistema de saúde (SAD) de 2,5 por cento para 3,5 por cento, podendo a solução passar pelo aumento do subsídio de fardamento.

De acordo com as estruturas sindicais, o ministro deverá hoje apresentar a proposta final, para que as medidas sejam aplicadas o mais rapidamente possível.

Enquanto os sindicatos da PSP saíram da última reunião, realizada a 07 de fevereiro, satisfeitos com a evolução dos trabalhos com a tutela, as associações socioprofissionais da GNR manifestaram-se desiludidas com Miguel Macedo, por não ter apresentado propostas que minimizam os cortes salariais dos militares.

Para as estruturas que representam os militares da Guarda, o aumento do subsídio de fardamento é «insuficiente» para minimizar os cortes salariais.

Nas duas reuniões anteriores, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), o maior sindicato da PSP, recusou reunir-se com o ministro da Administração Interna, por se tratar de uma reunião conjunta entre sindicatos.

A Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança marcou uma manifestação nacional para 06 de março, a realizar em Lisboa.

A estrutura, que congrega os sindicatos mais representativos da GNR, PSP, ASAE, SEF, Guarda Prisional e Polícia Marítima, avisou que, caso o Governo dê uma resposta às reivindicações, o protesto será cancelado.