A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, reúne-se esta segunda-feira com as cinco associações socioprofissionais da GNR para apresentar o projeto de estatuto dos militares da GNR.

A reunião conjunta com as associações da Guarda Nacional Republicana está marcada para as 18:30 no Ministério da Administração Interna (MAI), em Lisboa.

O documento é há muito esperado pelos militares da GNR, um vez que foi prometido pelo Governo no início da atual legislatura e só é apresentado em fim de mandato e a “escassos meses das eleições”, disse à agência Lusa o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda (APG).

César Nogueira adiantou que existe “pouco tempo para discutir” as alterações ao estatuto e os militares da GNR esperam que processo “não decorra da mesma forma como na PSP”, cujas propostas apresentadas pela tutela estão a gerar descontentamento entre os polícias, que já ameaçaram com protestos.

O presidente da associação socioprofissional mais representativa da GNR afirmou que, caso o MAI não acolha as reivindicações dos militares, as estruturas representativas destes profissionais vão avançar com ações de protestos.

A passagem à reforma e reserva, regulamentação do horário de trabalho e os procedimentos das promoções são algumas das questões que os militares não vão abdicar.

Numa nota enviada à Lusa, a Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) diz esperar ver consagrado no futuro estatuto “o devido reconhecimento dos militares”.

“ANSG não abdicará de ver consagrados princípios internos de igualdade do mérito e da evolução na carreira para todos, tendo em linha de conta a coesão interna e um serviço público de qualidade”, adiantam.