O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, apontou hoje que existem sete pontos que vai levar para a reunião com o primeiro-ministro em janeiro, entre os quais o futuro da autonomia.

Discursando no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira no encerramento do debate do Plano e Orçamento Regional para 2014, Jardim referiu no encontro agendado com o responsável do Governo da República que vai «falar sobre o futuro da autonomia» e do pós-troika.

Outro tema que tem na agenda é a necessidade de «agilização das medidas acordadas entre o Ministério das Finanças e a Secretaria Regional do Plano e Finanças da Madeira que às vezes emperram», mencionou.

A questão dos fundos europeus e de como a Madeira vai manter a articulação com a União Europeia, o futuro da RDP e da RTP na Madeira e a questão do património da Região na posse do Estado ainda por resolver são outros aspetos que constam na lista do líder madeirense.

O chefe do Governo Regional defendeu ainda que o «Governo da República tem a obrigação de compreender que é necessário proceder à finalização de vias de circulação terrestre na Madeira que estão por acabar», pelo que será outra matéria que vai suscitar no diálogo com Pedro Passos Coelho.

Segundo Jardim, «foram construídos túneis que estão concluídos, estradas abertas, mas faltam pontões», sendo investimentos que a Madeira está a pagar a dívida.

«Obstaculizar o acabamento dessas vias fundamentais é um desastre financeiro e uma má governação financeira», argumentou o líder madeirense.

Terça-feira, antes de entrar na sala do plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, Jardim anunciou que Jardim anunciou que se vai encontrar com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na «segunda ou terceira semana de janeiro», porque é «preciso saber o que fazer quando acabar a troika em Portugal».

O responsável declarou que o programa de ajustamento económico e financeiro imposto à Região foi «indecente (...) depois do Estado português ter retirado da Madeira o que retirou durante cinco séculos e meio (...), como se não fosse Portugal».

«Isso foi indecente e foi mais um episódio do colonialismo aqui na Região Autónoma da Madeira», reforçou.

As propostas de Plano e o do Orçamento (1.600 milhões de euros) para 2014 foram hoje aprovadas na generalidade com os votos favoráveis da maioria do PSD e do deputado independente (ex-PSD) José Pedro Pereira, tendo toda a oposição (CDS, PS, PTP, PCP, MPT, PND, PAN) votado contra.