Os novos vereadores da Câmara do Funchal Domingos Rodrigues, Madalena Nunes e Miguel Silva Gouveia foram apresentados formalmente esta quinta-feira, substituindo os elementos da coligação «Mudança» que renunciaram aos mandatos, disse o presidente do município.

«Houve a renúncia de três vereadores que tinham de ser substituídos em reunião de câmara e o ato de assunção das novas funções foi realizado hoje», declarou Paulo Cafôfo, eleito em setembro de 2013 pela coligação PS/BE/MPT/PND/PTP/PAN, aos jornalistas.

O responsável adiantou que a vice-presidente do executivo passa a ser Idalina Perestrelo, que já pertencia ao executivo.

O professor universitário Domingos Rodrigues fica responsável pelos pelouros do Urbanismo e Proteção Civil, enquanto as áreas Social, da Juventude, da Educação, do Turismo, do Desporto e a empresa municipal Sociohabita (que gere os parques habitacionais da autarquia) foram atribuídas à professora Madalena Nunes.

As competências em matéria de Finanças, Obras Públicas e Recursos Humanos foram assumidas pelo engenheiro Miguel Silva Gouveia.

Segundo Paulo Cafôfo, a «escolha dos novos vereadores foi natural», tendo-se optado pelos candidatos que se seguiam na lista da coligação «Mudança».

A candidatura derrotou em setembro o PSD, que governava o principal município da Madeira há quase quatro décadas.

«Estou certo de que tenho as pessoas ideais para conseguir levar ao fim este projeto da coligação que não está beliscado em nenhum dos seus pressupostos», destacou o presidente do município.

A substituição dos elementos da coligação «Mudança» surgiu para resolver uma crise que se instalou na câmara provocada pela decisão do presidente de redistribuir os pelouros.

O vereador Gil Canha (PND), então responsável pela Fiscalização, discordou da decisão, exigindo que lhe fossem retiradas todas as competências, acabando por ter a solidariedade de outros dois colegas do executivo municipal - os independentes Filipa Jardim Fernandes e Edgar Silva, que renunciaram.

Paulo Cafôfo argumentou ainda que durante este período de instabilidade na governação da autarquia do Funchal «a câmara esteve sempre a funcionar», dando como exemplo o projeto de recuperação do Lido, um complexo balnear emblemático da cidade que ficou destruído no temporal de 20 de fevereiro de 2010 e que foi preparado para ser apresentado na hoje na reunião semanal da vereação.

O autarca afirmou que nesta primeira reunião da nova vereação da Câmara do Funchal foi assim decidido abrir concurso público internacional, pelo valor máximo de 2,5 milhões de euros, para as obras da terceira fase deste projeto, que envolve a construção da piscina, da plataforma, do solário e um conjunto de edifícios de apoio a esta zona balnear.

O equipamento poderá abrir ao público, «se tudo correr como previsto», em 2015, perspetivou.

Hoje foi também dia de reunião pública, o que acontece nas últimas quintas-feiras de cada mês.

A reunião contou com a presença dos 20 trabalhadores da Sociedade de Estacionamentos e Parques dispensados pela anterior vereação do PSD, que ouviram Paulo Cafôfo reafirmar que irá acatar a decisão da ação que decorre em tribunal se esta for no sentido de reintegrar estes funcionários nos quadros da autarquia.