O presidente do Governo Regional da Madeira disse esta segunda-feira, que a busca de um compromisso de salvação nacional foi «uma completa perda de tempo».

«Tudo o que seja solução no atual quadro constitucional não leva o País a parte nenhuma», disse à agência Lusa e à TVI.

Para Alberto João Jardim, «são remendos, é adiar o problema, é a estrutura constitucional que está a impedir o bom funcionamento do País».

«A solução foi a que eu disse logo no primeiro dia - Governo de iniciativa presidencial; estado de emergência até junho do ano que vem para o país trabalhar e não estarmos a perder em loucuras o esforço que se está a fazer e aproveitar este período para fazer um referendo constitucional», reiterou.

O governante madeirense acrescentou achar «um piadão aos indivíduos que pedem que se dê voz ao povo para efeitos de brincar às eleições mas não querem que se dê voz ao povo para decidir o tipo de regime político em que se quer viver». «Eu estou fora disto tudo», declarou.

Instado a dizer se a solução apontada pelo Presidente da República lhe dava confiança, Alberto João Jardim respondeu: «eu vou, como responsável pela Madeira, procurar fazer o melhor possível pela Região, mas não tenho ilusões, Portugal, a insistir neste sistema constitucional, a insistir neste rotativismo entre os partidos, o Pais não vai a parte nenhuma». «Estes partidos já deram o que tinham a dar», considerou.