O presidente cessante do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse este sábado que vai abandonar em breve as funções públicas pelo que passará a ter tempo para «lavar pratos» se for necessário.

Alberto João Jardim presidiu este sábado à sua última inauguração antes das eleições de domingo que ditarão a nova composição da Assembleia Legislativa da Madeira e, consequentemente, o novo Governo Regional.

O chefe demissionário do Executivo regional inaugurou este sábado um restaurante no concelho de Santa Cruz do comerciante José Manuel Henriques que caracterizou como sendo «um self made man».

«Eu estou de partida da vida pública, aos 72 anos já tenho idade de ter juízo, foram 37 anos de governo, mais de metade de uma vida mas quero-lhe dizer que, como amigo, eu estou sempre ao seu dispor, de maneira que disponha, se for preciso lavar os pratos também eu venho, não tenho nada para fazer, mas com o acordo você dá-me a sua receita do leitão. O preço que levo é a receita do leitão», gracejou.


Alberto João Jardim pediu ao proprietário do restaurante, especializado em grelhados, para não fazer «aquela comida elaborada que a gente come um pinequinho [petiscar] disto e um pinequinho daquilo».

«Não há nada como um franguinho, um porquinho (…) não faça coisas complicadas, a gente gosta, quando vai almoçar, é almoçar bem, não é para estar a perguntar aquilo o que é, nem ficar com fome», comentou.


Alberto João Jardim disse ter a certeza que o restaurante será «uma coisa de muito sucesso». «Espero que tenha aqui muitas festas de casamento e de batizados desde que não seja o padrinho para não ter que pagar», ironizou.

O restaurante, com capacidade para 400 pessoas, representa um investimento de 850 mil euros e proporciona 22 postos de trabalho.

O restaurante é especializado na espetada madeirense mas, na década de 90, o imóvel ficou conhecido como a «casa das massagens», facto recordado por Filipe Sousa, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz.

«Quando era pequeno conhecia este local como a casa das massagens», facto aproveitado por Jardim para dizer «uma das suas»: «Isso quer dizer que você era um pequeno precoce».