O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, defendeu esta sexta-feira ser «essencial» a Região Autónoma ter um deputado no Parlamento Europeu, mas criticou o facto da eleição do mesmo estar dependente das direções dos partidos nacionais.

Alberto João Jardim defendeu essa necessidade na conferência organizada pelo Centro Europe Direct Madeira sobre as eleições europeias que se realizam entre 22 e 25 de maio.

«Uma região que tem poderes legislativos, que tem órgãos de poderes próprios e relações diretas permanentes com a União Europeia, tem todo o interesse de ter um seu deputado no Parlamento Europeu», defendeu.

O governante madeirense reconheceu, no entanto, que o problema da eleição de um deputado pela Madeira - a Região não constitui um círculo próprio nas eleições europeias - reside na disponibilidade das direções partidárias nacionais de incluírem ou não, em lugar elegível, o nome de um candidato da Madeira ou dos Açores.

«Portugal é uma partidocracia», disse, acrescentando serem os partidos «quem escolhem os candidatos» pelo que «qualquer candidato está nas mãos dos partidos nacionais».

Alberto João Jardim defendeu uma União Europeia «do Atlântico aos Urais», que inclua a Turquia e a Rússia, social, federativa, descentralizadora, munida de moeda própria mas também de uma política fiscal, bancária e orçamental comum e assente nos seus valores «culturais e civilizacionais próprios».