O presidente cessante do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, manifestou este sábado a sua solidariedade com o povo grego ao usar um chapéu de folclore da Grécia na tribuna onde viu o cortejo alegórico de Carnaval.

«Hoje estou numa atitude de protesto e de solidariedade. Trouxe um chapéu grego para exprimir a minha solidariedade com o Syrizae, por isso, levanto a minha voz: não pagamos, não pagamos!», cantou aos jornalistas, no Funchal.

A um mês e meio das eleições regionais, o social-democrata, que sai do poder após quase 40 anos, aproveitou para dizer que «o povo é soberano» e que «se o próximo governo [madeirense] for um governo para estar de cócoras com Lisboa vai para a rua».

«Isto não é para queques. […] Se o governo se agachar a Lisboa e não exigir os direitos do povo madeirense, obviamente je suis un Syriza», afirmou, lembrando ainda que o povo madeirense sofreu «roubos» durante cinco séculos e meio, pelo que a dívida existente «é do Estado central à Madeira e não da Madeira ao Estado central».

Milhares de pessoas assistiram esta noite à passagem do cortejo alegórico do Carnaval da Madeira, que percorreu e animou toda a faixa litoral da cidade do Funchal.