Por: tvi24 / PP | 6- 2- 2010 11: 16
O líder do PSD/Madeira, Alberto João Jardim, defendeu na sexta feira que o processo político de aprovação da lei das finanças
regionais demonstrou «ser possível fazer um compromisso histórico em Portugal que liberte o país do PS», escreve a Lusa.
Jardim
falava após a reunião da comissão política regional do PSD/Madeira, pronunciando-se publicamente, pela primeira vez, sobre
a aprovação da revisão da lei das finanças regionais na Assembleia da República.
«A lei que foi aprovada não é a
que foi proposta pela Assembleia Legislativa da Madeira: houve que fazer algumas transigências para fazer que a lei fosse
aprovada», disse.
Jardim reconheceu o «esforço, o valor e mérito» de todos os intervenientes, entre os quais
o «negociador-mor», Guilherme Silva, além da posição, a certa altura isolada e muito difícil, dos deputados madeirenses José
Manuel Rodrigues (CDS) e Miguel França (PS) e do PCP que «fechou» e honrou o compromisso assumido no parlamento madeirense,
não apresentando qualquer proposta de alteração ao diploma.
Realçou que todo o processo político deitou por terra
a ideia de que «não há alternativa a este Governo», apontando que o PS foi o único a responder negativamente ao apelo para
o entendimento e estabilidade feito pelo Conselho de Estado.
Jardim realçou que foi aberto um precedente e «ninguém
pode provar que não possa haver um compromisso histórico em Portugal, à semelhança do que aconteceu em Itália, para enfrentar
a situação nacional», considerando que «o problema é o Partido Socialista desprovido de valores e cujo objetivo é a conquista
e manutenção do poder».
«A partir de agora há uma hipotética alternativa desenhada, não pode o Presidente da República
pensar que não há outras soluções de governo até maioritárias, haja é bom senso», reforçou.
«Ponho esta em cima da
mesa sabendo que posso atrair sobre mim fúrias ainda mais fundamentalistas, mas ficou demonstrado pela primeira vez que era
possível um compromisso histórico em Portugal», apontou Jardim, considerando que o comportamento adotado por Cavaco Silva
nestes últimos dias foi «perfeito e impecável».
O líder insular frisou que «o PS foi experimentado, deu no que
deu, pelo que o papel do partido socialista é mandá-lo para a oposição e encontrar uma solução para o país».
Referiu
também que neste processo «se assistiu a coisas espantosas, a ameaças de demissão» do ministro das Finanças e o primeiro ministro,
«mas mais uma vez disseram uma coisa e fizeram outra, continuam lá, com a agravante de que ameaçam até não cumprir a lei (aprovada)
na Assembleia da República».
«É preciso recuperar Portugal e cada dia que passa é tarde», concluiu.
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