Por: Redacção / SM | 7- 9- 2010 22: 1
O Grão Duque do Luxemburgo Henri destacou «o contributo tão importante» da comunidade portuguesa para o desenvolvimento
económico, social e cultural daquele país e homenageou Aristides Sousa Mendes pelo papel «exemplar e extremamente corajoso»
que desempenhou durante a II Guerra.
«Apreciamos diariamente o contributo tão importante dos cidadãos portugueses
para o desenvolvimento, tanto económico como social e cultural, do Luxemburgo», afirmou o Grão Duque do Luxemburgo, numa intervenção
no banquete que se realizou esta noite na Ajuda, oferecido pelo Presidente da República português, Aníbal Cavaco Silva.
O
Grão Duque Henri, que iniciou uma visita de Estado a Portugal a convite de Cavaco Silva, lembrou a propósito que os portugueses
que vivem no Luxemburgo representam actualmente 17 por cento da população total, considerando que se trata de «um privilégio»
e uma «sorte» poder contar com «uma comunidade dedicada, que desempenha um papel cada vez maior na vida» do país.
«Os
luxemburgueses estão plenamente conscientes deste facto e esforçam-se por acolher estes recém-chegados com toda a dignidade
e reconhecimento», acrescentou ainda, reconhecendo, contudo, que ainda há numerosos desafios por ultrapassar, nomeadamente
nos domínios da educação, dos conhecimentos linguísticos e da formação profissional.
Num discurso em que fez questão
de lembrar que «corre sangue português» nas suas veias, o Grão Duque prestou homenagem ao antigo cônsul português em Bordéus
Aristides Sousa Mendes, recordando «o papel exemplar e extremamente corajoso» que desempenhou durante a II Guerra Mundial,
ao autorizar a livre passagem da sua família e ao distribuir maciçamente vistos para que muitos luxemburgueses judeus escapassem
«às garras do nazismo».
Corroborando esta visão, o Presidente da República português destacou igualmente a questão
das relações económicas entre os dois países, manifestando a sua convicção de que o seminário económico a realizar na quarta
feira constituirá «um contributo determinante para incrementar e diversificar» as trocas comerciais, fomentar um maior fluxo
de investimento e promover novas parcerias entre os empresários, incluindo em países terceiros, nomeadamente os de língua
portuguesa.
Cavaco Silva fez ainda referência à actual crise financeira e económica que «não poupou» nenhum dos dois
países, enaltecendo os esforços em curso para fomentar «uma maior cooperação bilateral no domínio do emprego».
«Estou
certo de que saberemos, em conjunto, identificar caminhos que favoreçam a formação e a requalificação profissional que as
circunstâncias impõem. O quadro de relacionamento de que dispomos permite-nos encarar o futuro com confiança e ambição», salientou
Cavaco Silva.
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