O dirigente socialista António Costa recebeu esta segunda-feira, em Lisboa, o apoio de mais de 600 personalidades da área da cultura, com o empresário Luís Montez a defender que o autarca de Lisboa é um político da «Champions League».

«Esta candidatura não é uma questão interna do PS», garante Costa

Luís Montez falou aos jornalistas no final de uma sessão da campanha interna da candidatura de António Costa às eleições primárias do PS, de 28 de setembro, tendo em vista a escolha do candidato socialista ao cargo de primeiro-ministro, ato eleitoral que será aberto a simpatizantes.

«Pela carreira que tem, por aquilo que tem feito enquanto presidente da Câmara de Lisboa, António Costa dá-me garantias de que é uma boa pessoa para mobilizar o país e para levar o barco para a frente. Gosto muito dele, é um cidadão com muito valor e até comentei que ele é um político da "Champions League" e não das distritais», declarou o empresário.

Já o manifesto de apoio a António Costa (que continua aberto a subscrições na Internet), subscrito por mais de seis centenas de elementos dos vários setores da cultura, abre com o fotógrafo Abílio Leitão e fecha com o músico Zé Pedro, dos Xutos e Pontapés.

«Assumimos o dever de contribuir para a construção de uma alternativa credível, sólida e vitoriosa, que ponha fim a este iníquo estado de coisas. As recentes eleições europeias mostraram que, infelizmente, essa alternativa ainda não existe com a clareza, com a consistência e o vigor necessários», defendem os subscritores do documento.

Estas personalidades da área da cultura consideram que António Costa «provou ter a integridade, a inteligência, a autenticidade, o dinamismo, a convicção e a responsabilidade que o tornam uma referência para todos os que não se resignam a viver num país humilhado e acreditam que é possível restituir a dignidade a Portugal e mobilizar os portugueses para a esperança no futuro».

Entre as personalidades que assinam o manifesto estão Alexandre Melo (ex-assessor de José Sócrates), Alice Vieira (escritora), Ana Zanatti (atriz), António Mega Ferreira (jornalista e gestor cultural), António Vitorino D'Almeida (maestro), Beatriz Batarda (atriz), Camané (fadista), Carlos do Carmo (fadista), Catarina Portas (empresária), Catarina Vaz Pinto (vereadora), Diogo Infante (ator), Eduardo Gageiro (fotografo), Fernando Tordo (músico), Gisela João (fadista), Henrique Cayatte (designer), João Botelho (realizador), João Canijo (realizador) e João Cutileiro (escultor).

Assinam ainda o manifesto Carrilho da Graça (arquiteto), João Melo (escritor), Jorge Molder (artista plástico), José Manuel dos Santos (escritor, ex-assessor de Mário Soares e de Jorge Sampaio), Julião Sarmento (artista plástico), Júlio Pomar (pintor), Lídia Jorge (escritora), Luís Represas (músico), Manuel João Vieira (música), Manuel Graça Dias (arquiteto), Mísia (cantora), Pedro Tamen (escritor), Paco Bandeira (músico), Rui Zink (escritor), Rui Vieira Nery (musicólogo e ex-secretário de Estado), Tomás Taveira (arquiteto), Vitorino (músico) e Xana Nunes (antiga modelo).