O PSD assinalou esta quinta-feira que o Governo reconheceu que o caminho orçamental que vinha a ser seguido pelo executivo PSD/CDS-PP era "adequado" visto que há "todas as condições" para o défice ficar abaixo de 3% no final do ano.

Em declarações aos jornalistas no parlamento, o líder parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, endereçou um cumprimento ao Governo, em concreto ao ministro das Finanças, por ter "assegurado" que Portugal tem "todas as condições para chegar a 31 de dezembro" e cumprir o "grande desígnio nacional" que é o défice ficar abaixo dos 3%.

Desse modo, Portugal poderá "iniciar um caminho novo fora do Procedimento de Défices Excessivos", advertiu Luís Montenegro, que falava após o ministro das Finanças, Mário Centeno, ter declarado que haverá "medidas adicionais" com cortes na despesa para manter o défice abaixo de 3%.

Para o PSD, "hoje é um dia importante" em que o Governo e o PS reconhecem "de forma muito clara" que o caminho orçamental traçado ao longo do ano pelo executivo PSD/CDS-PP era o "adequado", e isso é "democraticamente saudável".

As medidas de contenção de despesa que Centeno destacou, nota Luís Montenegro, passam pela "manutenção de medidas de mera gestão corrente, quotidiana", o que será "suficiente" para se atingir o objetivo de fechar o ano com um défice inferior a 3%.
 

Défice vai ser cumprido, diz CDS-PP


 O CDS-PP destacou que a meta de fechar 2015 com um défice abaixo dos 3% vai ser cumprida e os portugueses tirarão posteriormente as conclusões sobre de quem é o mérito.

"Se o PS agora quer vir dizer que todo o mérito no cumprimento desta meta reside nestas três semanas de Governo que faltam para acabar 2015, eu digo que podemos fingir que acreditamos, o PS pode fingir que o fez, os portugueses tirarão as conclusões", vincou a parlamentar centrista Cecília Meireles, em declarações no parlamento.


Para a deputada, "é óbvio que o cumprimento da meta abaixo dos 3% é fundamental e importantíssimo para Portugal", e tal será concretizado.


"Tudo o mais neste momento parece-me secundário".