O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, acusou, esta segunda-feira, o primeiro-ministro, António Costa, de "fanfarronice" ao responsabilizar o anterior Governo de agravar a crise no país.

É preciso dizer a António Costa, primeiro-ministro que já chega de fanfarronice. Já chega. É altura de olhar para os problemas e resolvê-los. Com certeza confrontar as suas posições com as do PSD, nós também não vamos perder de vista esse objetivo, mas há coisas que não devem ser ditas com esta ligeireza e com esta partidarite", afirmou Luís Montenegro.

O líder parlamentar do PSD, falava hoje em Castelo Branco, na abertura da conferência "Territórios de Baixa Densidade - Valorização e Coesão", promovida pelos sociais-democratas, antecipando a discussão em plenário de um diploma que defende a criação de condições mais favoráveis a nível fiscal para estas zonas.

Luís Montenegro referiu-se às recentes declarações públicas de António Costa que acusou o anterior Governo do PSD e do CDS-PP, de ter agravado a crise, quando pegaram no país quando ele estava a assinar o pedido de empréstimo de 78 mil milhões de euros para que o estado pudesse pagar salários.

O Partido Socialista não concordou com a nossa governação, é normal, é salutar. Agora dizer que agravámos a crise quando fomos governar o país, quando ele estava a assinar o pedido de um empréstimo de 78 mil ME, para que o Estado pudesse pagar salários, pudesse ter polícias na rua e hospitais abertos (…), podem discordar de nós e até dizer que eram capazes de fazer melhor. Têm agora a oportunidade, infelizmente não se estão a sair bem", disse.

Contudo, adiantou, dizer que foi o anterior Governo que acentuou a crise no país, é demasiado.

Faço aqui esta referência porque é uma das intervenções mais recentes do primeiro-ministro e eu espero que ele não a repita e não repita esta postura a propósito deste desígnio [territórios de baixa densidade] que temos, de ter um país mais coeso do ponto de vista territorial social e económico", frisou.

O social-democrata lançou um desafio público ao PS, para que tenha uma postura de Estado e considerar este objetivo estratégico para o futuro do país adiantou que espera, neste domínio, que possam concentrar as energias na procura daquilo que os pode aproximar e que não haja uma partidarização excessiva nesta matéria.

Espero que os parlamentares, todos eles, possam no dia 13 [outubro] estar de peito aberto nesta discussão e possamos fazer a partir do nosso projeto também um incremento legislativo que possa servir de base a este e aos próximos governos para não perder de vista este objetivo", sustentou.