O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, acusou hoje o PS de usar uma «técnica de megafone eleitoralista» e de estar «zangado» com os «resultados positivos» que, argumentou, o país está a conseguir alcançar.

«A nossa situação política é algo estranha porque por parte da oposição e, em particular do Partido Socialista, há uma reação que é uma reação extraordinária. A oposição, e em particular o Partido Socialista, ficam zangados pelo facto de nós termos tido esta capacidade e de começarmos a oferecer ao país a confiança que decorre de estarmos a atingir resultados tão importantes», afirmou Luís Montenegro.

O líder da bancada social-democrata falava durante o período de declarações políticas da reunião da comissão permanente da Assembleia da República, tendo citado os números do PIB, do desemprego, das exportações e da produção industrial.

De acordo com Luís Montenegro, estes dados não justificam que se deitem «foguetes», mas são «sinais encorajadores».

«O Partido Socialista, para além de se apresentar zangado com estes resultados positivos que Portugal é capaz de alcançar, além daquilo que tem sido típico desta legislatura - um certo pessimismo, um certo derrotismo, uma certa falta de confiança na capacidade do país - agora está também muito mobilizado para uma técnica de megafone eleitoralista», acusou.

Segundo Montenegro, esta técnica traz o que «de mais radical» existe no sistema político, a «demagogia exagerada» que faz com que os socialistas se apresentem, «com todas as suas responsabilidades, com todo o seu passado de cumprimento da tarefa de reformar o país», contra o Orçamento do Estado para 2014, que ainda não conhecem.

Por outro lado, o líder da bancada do PSD criticou que, em simultâneo, o PS proponha no Parlamento, com «facilitismo», «uma baixa generalizada de todos os impostos».

Luís Montenegro fez «um apelo muito claro a toda a oposição e em especial ao Partido Socialista», para que seja uma «oposição construtiva» e não «radical, demagógica e que não contribuiu para o sucesso do trajeto do país».

«Nós na maioria não temos dúvidas, vamos continuar o nosso caminho de transformação do país e vamos continuar a nossa disponibilidade para o diálogo político e para o diálogo social», declarou.