O líder parlamentar social-democrata diz que será «relativamente fácil» haver uma «conjugação de posições» para a realização de um inquérito parlamentar ao caso BES, mostrando-se disponível para encontrar «o melhor tempo e modo mais adequado».

«Admito que seja relativamente fácil no parlamento poder haver uma conjugação de posições com vista a haver um inquérito parlamentar», afirmou o presidente do grupo parlamentar do PSD, Luís Montenegro, numa declaração à Lusa.

Sublinhando que o PSD e a maioria nunca se opuseram a diligências no parlamento com vista a, de uma forma transparente, apurar e escrutinar tudo aquilo que são os atos da administração, os atos do Governo e os atos dos órgãos da administração, Luís Montenegro recusou, contudo, qualquer tipo de «precipitação» ou «corridas de verão para ver quem chega primeiro».

«É uma matéria que é importante e quando reabrirmos os trabalhos no parlamento, nós analisaremos todas as propostas que sobre ela forem feitas», acrescentou, mostrando-se disponível para ouvir o que os outros partidos dirão sobre o assunto para «definir qual é o melhor tempo e o modo mais adequado» para a realização do inquérito.

O líder parlamentar do PSD lembrou ainda que no início de agosto a ministra das Finanças já esteve na comissão permanente da Assembleia da República a prestar esclarecimentos sobre o caso do BES e, a pedido da maioria, o governador do Banco de Portugal deslocou-se à comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.

A 02 de agosto, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira anunciou que o seu partido iria propor a criação de uma comissão de inquérito para apurar responsabilidades sobre a situação do BES.

Pelo BE, o coordenador João Semedo disse que apoiaria a iniciativa, enquanto pelos socialistas, o secretário-geral, António José Seguro, desafiou este fim-de-semana a maioria a viabilizar a comissão de inquérito ao caso BES.

Em declarações ao Observador este fim-de-semana, o democrata-cristão Diogo Feiro reafirmou que o CDS-PP não tem «qualquer oposição a todos os meios admissíveis no plano parlamentar».