O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Luís Araújo, salientou hoje que, apesar das dificuldades do país nos últimos três anos, «nenhuma missão deixou de ser cumprida», valorizando «o sentimento e o espírito de missão dos militares».

O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), General Luís Evangelista Esteves Araújo, foi hoje apresentar cumprimentos de despedida ao Presidente da República, Cavaco Silva, que é o Comandante Supremo das Forças Armadas.

«Nenhuma missão deixou de ser cumprida nestes três anos difíceis que os militares tiveram, mas os militares não são uma casta especial e os portugueses têm tido anos difíceis», afirmou Luís Araújo à saída da audiência com Cavaco Silva, no Palácio de Belém, em Lisboa.

«Estou a valorizar mais ainda o sentimento e o espírito de missão dos militares nestes três anos difíceis. Não estou a dizer que têm razão ou não têm razão», frisou, quando questionado sobre o sentimento de mau estar que tem vindo a ser expresso por associações de militares.

O CEMGFA salientou que todas as missões internas e externas foram cumpridas com «um escrupuloso e exemplar sentido do dever, todas com qualidade e segurança».

«Eu tenho uma forte convicção e uma forte esperança que havemos de continuar a ser uma instituição insubstituível no bem que fazemos aos portugueses», declarou, sublinhando que «a instituição militar é perene porque está ao serviço do bem comum».

O Conselho de Ministros decidiu no dia 23 de janeiro propor ao Presidente da República a nomeação do general Artur Neves Pina Monteiro para o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), substituindo Luís Araújo.

Os chefes militares são nomeados e exonerados pelo Presidente da República sob proposta do Governo.