O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa nos últimos governos socialistas Luís Amado reafirmou nesta quarta-feira que o melhor para Portugal seria um Governo do bloco central e manifestou dúvidas sobre um acordo do PS com o PCP.

“Veremos que tipo de acordo é possível” com o PCP e com o Bloco de Esquerda, mas a consistência, do ponto de vista da estabilidade, “não tem comparação com um bloco de duas forças com uma capacidade negocial muito maior”, disse o ex-governante, entrevistado na RTP3.

O antigo ministro manifestou dúvidas de que seja possível garantir-se o apoio do PCP para uma legislatura e lembrou que historicamente PS e PCP sempre foram como “a água e o azeite”, no comentário a um possível acordo de incidência parlamentar entre PS, PCP e Bloco.

Sempre manifestando dúvidas sobre a existência de um acordo na próxima semana, Luís Amado explicou que já em 2009 tinha defendido um acordo PS-PSD que, se tivesse existido, teria evitado o resgate financeiro, e disse que hoje esse acordo entre os dois maiores partidos iria permitir ao país “recuperar muito mais rapidamente”.