O Livre/Tempo de Avançar anunciou esta quinta-feira que vai interpor uma providência cautelar contra o prazo de 60 dias para os reembolsos do subsídio de mobilidade nas viagens aéreas entre a Madeira e o continente.

Esta força política considera "altamente lesivo" para os cidadãos madeirenses que os reembolsos, no máximo de 314 euros, fiquem em suspenso durante dois meses, sobretudo tendo em conta que o salário médio na região é de 510 euros.

A providência cautelar vai ser entregue esta tarde no Tribunal Administrativo do Funchal, informaram os dirigentes do Livre/Tempo de Avançar durante uma ação de campanha para as eleições legislativas de 04 de outubro, no centro do Funchal, onde participaram Rui Tavares, cabeça de lista por Lisboa, e Cátia Gomes, número um pelo círculo da Madeira.

"Estamos na Madeira com uma nova proposta política, uma proposta que é de participação, de cidadania, de luta pela justiça, pela democracia, pelos direitos fundamentais dos cidadãos portugueses", afirmou Rui Tavares, realçando que os candidatos do Livre/Tempo de Avançar foram escolhidos em primárias abertas.

O cabeça de lista por Lisboa sublinhou que o Livre/Tempo de Avançar espera firmar o projeto a nível nacional, vincando que é um projeto pelo progresso e pela justiça social no país.

Rui Tavares realçou, ainda, a luta do Livre contra a austeridade e a possibilidade de poder contribuir para uma "nova governação ancorada à esquerda".

A candidata pela Madeira salientou, por seu lado, que o partido pretende revigorar a classe política.

"Já chega do tipo de políticos que nós temos. Nós queremos ser diferentes. Conhecemos a realidade de perto e é isso que queremos transmitir na Assembleia da República. Queremos que vejam a realidade como ela é, não como parece ser", afirmou Rui Tavares.