O PSD/Madeira anunciou esta quarta-feira que a decisão sobre uma coligação com o CDS-PP a nível regional nas próximas eleições legislativas só será tomada dentro de quatro semanas.

“Sobre a hipótese de coligação a nível regional e apesar do bom relacionamento institucional entre o Governo Regional da Madeira e o Governo da República, a decisão sobre essa matéria só será tomada dentro de aproximadamente quatro semanas”, pode ler-se no comunicado da comissão política do PSD/Madeira.


No documento, os responsáveis sociais-democratas madeirenses adiantam que essa posição “decorrerá após a auscultação dos órgãos do partido, expressamente convocados para o efeito”.

Na Região Autónoma dos Açores, o PSD decidiu a 1 de maio, por unanimidade e voto secreto, concorrer sozinho na região às próximas eleições legislativas, que se deverão realizar entre setembro e outubro.

A nível nacional, PSD e CDS-PP irão concorrer coligados, mas na Madeira e Açores os dois partidos têm autonomia para decidir se apresentam listas juntos ou separados.

O anúncio surge num momento em que se tem falado muito sobre a renovação da lista de deputados para as próximas legislativas, que vai deixar de fora nomes históricos como o atual vice-presidente Guilherme Silva, que leva mais de duas décadas na Assembleia da República.

Além de Guilherme Silva, também Correia de Jesus, que entrou para a Assembleia no mesmo ano que o vice-presidente, Hugo Velosa, que entrou um ano depois, são outros dos pesos pesados que serão excluídos.

Mas a ideia de uma renovação no PSD-Madeira é algo que tem sido prometido por Miguel Albuquerque desde as eleições internas do partido. Mais tarde, no dia em que venceu as eleições para o governo regional, sucedendo a Alberto João Jardim, Albuquerque reafirmou isto mesmo, dizendo que o partido estava agora «reforçado» e «adequado aos tempos que vivemos».

«Estou muito satisfeito, o partido está mobilizado e todos os militantes do partido estão de parabéns. Vai ser um partido renovado e adequado aos tempos que vivemos»,


Uma renovação que, de resto, se foi concretizando logo após o escrutínio. Cerca de 70% dos deputados eleitos no fim de março para a Assembleia da Madeira foram nomes novos.