O presidente eleito da Câmara de Lisboa anunciou hoje, no seu discurso de posse, a aquisição de novos elétricos, a construção de seis centros de saúde e a aprovação de uma unidade para a ampliação de zonas de escritórios.

Falando em "medidas emblemáticas" num discurso onde deixou cinco compromissos para a governação da cidade, Fernando Medina (eleito pelo PS) anunciou que irá apresentar ao executivo "no primeiro trimestre de 2018" um concurso para a "aquisição de 30 novos elétricos".

Esta medida tem como objetivo "a extensão do 15 a Santa Apolónia, a recuperação do 24 entre o Cais do Sodré e Campolide e o início de uma nova fase de expansão da rede na cidade", explicou.

No discurso, Fernando Medina apontou também para "o primeiro semestre de 2018" o concurso para a "construção dos primeiros seis centros de saúde de nova geração", que deverão ser "modernos, com meios de diagnóstico e terapia, capazes de assegurar cuidados de qualidade a todos".

Para o primeiro trimestre do próximo ano, a Câmara de Lisboa deverá aprovar "a unidade de projeto para a rápida ampliação das zonas de escritórios, bem como as principais zonas de desenvolvimento" da cidade.

Para o mesmo período está prevista também uma parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no sentido de criar "unidades de creches e para idosos", acrescentou.

Diálogo à esquerda continua

No final da cerimónia de posse, Fernando Medina assumiu  que ainda decorre o diálogo "à esquerda" por forma a encontrar uma "plataforma mais permanente de entendimentos", já que o PS não conseguiu alcançar a maioria absoluta.

Neste momento estamos a dialogar, a ver se é possível estabelecer uma plataforma mais permanente de entendimentos ao longo do mandato, ou se esses entendimentos terão de ocorrer de forma mais pontual ao longo do mandato", especificou.

Apesar de ter afirmado que "o debate ainda não está concluído", o autarca não quis apontar um prazo para o fim das negociações.

Com um executivo de 17 eleitos, o PS necessitaria de mais um vereador para ter maioria.

Nos dias após as autárquicas, tanto PS como BE mostraram-se disponíveis para chegarem a um entendimento, tendo mesmo sido anunciadas conversações entre os dois partidos.

Quanto ao PCP, Medina admitiu hoje que "infelizmente não se mostrou disponível para um acordo mais permanente de governação da cidade" e que, por isso, "não houve negociação".

Questionado sobre um possível acordo à direita, o socialista advogou que "não é viável dadas as diferenças do programa e projetos político".

Mesmo havendo entendimentos à esquerda, eu procurarei sempre governar a Câmara procurando abrangência nas decisões que vamos tomando, incluindo, claro, nos partidos à nossa direita", vincou, elencando que, para a execução do programa que apresentou, os entendimentos poderão vir da esquerda nuns aspetos e da direita noutros.

Questionado sobre quais pastas irá atribuir a cada vereador, Medina foi taxativo: "quando for o tempo de falar sobre isso, falarei".