Por: Patrícia Pires | 13- 1- 2010 21: 16
A proposta com o protocolo a assinar entre a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a Câmara de Oeiras, o Turismo de Lisboa
(ATL) e a Red Bull Air Race deveria ter sido votada esta quarta-feira em reunião de câmara, mas o presidente da CML, António
Costa acabou por retira-la da mesa. As diferenças entre os acordos que a capital pretende assumir e os que foram anteriormente
assumidos pelas autarquias do Porto e Gaia são de «milhões».
«Foi tudo feito de forma leviana», afirmou ao tvi24.pt
António Carlos Monteiro, vereador do CDS-PP. E quais são as diferenças? «As câmaras do Porto e Gaia pagavam um valor fixo
de 800 mil euros - 400 mil cada - por dois anos de realização da corrida no Rio Douro. Lisboa, juntamente com os restantes
parceiros, pagará 3,5 milhões de euros por um ano», explica António Monteiro.
Deste valor 50 por cento é avançado
pela autarquia de Lisboa, 25 por cento pela Câmara de Oeiras e 25 por cento pela própria ATL.
«Mas vai pagar muito
mais do que isso», acrescenta a mesma fonte. «No Porto, a Red Bull Race assumia as despesas de segurança, pública e privada,
dos bombeiros e das infraestruturas. Na capital, serão as autarquias e o turismo de Lisboa a assumir esses gasto, que apesar
de enumerados na proposta, não foram contabilizados», acusa.
E como se não bastasse, «além de garantir patrocínios
no valor de 3,5 milhões de euros, isenta de taxas a publicidade da Red Bull ¿ algo que não acontecia no norte - e "dá" as
receitas da -ublicidade à empresa privada. Há uma cláusula no contrato a garantir isso», lamenta ao tvi24.pt o vereador
democrata-cristão.
Com alguma ironia fala «numa sociedade leonina, em que a carne fica do lado da Red Bull e o osso
do lado da Câmara de Lisboa». Perante a proposta apresentada esta quarta-feira e que foi retirada, António Monteiro tem dúvidas
sobre os verdadeiros motivos que levaram a corrida a transferir-se para as águas do Tejo, porque «Lisboa não devia competir
com o Porto».
«O presidente garantiu que não iria pagar mais que o Porto e Gaia, mas é mentira». O vereador vai mais
longe e dúvida que a CML tenha lido todo o protocolo enviado pela Red Bull. «Não se informaram do acordo anterior, assumido
pelo Porto e Gaia, e provavelmente não leram todas as alíneas do documento, que foi junto à proposta em inglês», concluiu.
Em
declarações à agência Lusa, o presidente da CML, António Costa (PS), assumiu a retirada da proposta e justificou que estava
em causa uma cláusula sobre a área de publicidade a ser explorada exclusivamente pela Red Bull, em relação à qual foi pedido
um «esclarecimento escrito» à organização do evento. Ou seja, se a empresa tem o exclusivo publicitário de toda a área em
que decorrerá a prova, entre Alcântara e Algés, ou se é uma «área perfeitamente delimitada, uma espécie de área VIP», referiu
o autarca.
Programação - Semana de 12 de Fevereiro a 18 de Fevereiro
SOS - Serviço de AlertaA perspectiva dos profissionais que respondem a situações de emergência, em Portugal.
Terreiro do PaçoO jornalista Henrique Garcia convida Alexandre Quintanilha e Hernâni Santos.
Take Off - Ordem para DescolarO fantástico mundo da aviação. Para o baptismo de voo, convidámos Mafalda Teixeira.