Por: tvi24 | 10- 2- 2012 14: 50
O Parlamento aprovou hoje projectos do PSD e CDS que recomendam ao Governo que avalie a viabilidade da Linha do Vouga e
parte de uma recomendação socialista que defende uma alternativa para a requalificação e modernização da linha, noticia a
Lusa.
Os diplomas apresentados pelos Verdes, BE e PCP, que pretendiam a suspensão do encerramento da Linha do Vouga,
prevista pelo Governo, foram rejeitados.
Todos os partidos indicaram o aumento de 30% de utentes na linha para defenderem
as suas posições.
Na discussão, Jorge Machado, do PCP, argumentou que as populações «provaram que o transporte público
de gestão pública tem futuro» e que deve haver projectos de requalificação na linha.
«O Estado investiu, aumentou
a procura e agora prepara-se para entregar os lucros a privados», argumentou o deputado comunista, prometendo uma luta contra
o «encerramento e a perspectiva de privatização» da linha.
Pelos bloquistas, Pedro Filipe Soares recordou o aumento
da procura e o «peso histórico» da linha ferroviária, garantindo ainda que todas as alternativas a este transporte são «rodoviárias».
«Ouvimos
que há muitas autoestradas e que são alternativas, mas todas essas autoestradas no distrito de Aveiro têm portagens», notou.
O
social-democrata Paulo Cavaleiro garantiu que qualquer encerramento decidido pelo Governo terá uma «alternativa de mobilidade
rodoviária» e que deverá ser ponderada a ligação em Espinho à linha do Norte e o alargamento do título de transporte «Andante».
O
deputado citou o ministro da Economia para referir a possibilidade de os privados gerirem as linhas que estão previstas encerrarem
no Plano Estratégico dos Transportes (PET).
Porém, face à procura dos passageiros, o PSD recomenda um estudo com
as autarquias para avaliar a viabilidade.
Raul de Almeida, do CDS-PP, repetiu a proposta de estudo para «determinar
a viabilidade ou inviabilidade» da linha com base em «verdadeiros custos», uma vez que o PET tem dados de 2008 e aponta a
linha do Vouga como a sétima mais cara do país.
«Não acreditamos que as populações queiram uma situação lesiva»,
defendeu.
Pelo PS, Ana Paula Vitorino criticou o PET por «encerrar tudo e em todo lado» e ignorar questões de mobilidade,
ambientais, nomeadamente as previstas pela União Europeia.
«A pergunta que fazem em Aveiro o porquê de haver dinheiro
para colocar carris, e bem, na linha de metro do Mondego e não há dinheiro para os carris na linha do Vouga», disse.
Pelo
Partido Ecologista os Verdes, Heloísa Apolónia indicou os «cortes cegos» do PET feitos com base em «argumentos falsos».
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