Por: Redacção / PP | 10- 3- 2011 11: 4
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, revelou esta quinta-feira, em Bruxelas, ter transmitido ao emissário
do governo líbio com quem se encontrou na quarta-feira, em Lisboa, a mensagem «clara» de que «o regime de Kadhafi acabou»,
escreve a Lusa.
À chegada a uma reunião de chefes de diplomacia da União Europeia sobre a situação na Líbia, em Bruxelas,
Luís Amado revelou ainda que, além do encontro «informal» mantido com o emissário de Kadhafi, também falou com a oposição
líbia.
«Falei com um emissário de Tripoli e falei com a oposição líbia. Falou-se do que se soube, que foi do meu
encontro em Lisboa, a seu pedido, com um enviado de Tripoli, mas falei também com a oposição líbia», esclareceu.
Quanto
ao encontro com o emissário de Kadhafi, cuja identidade não revelou, disse ter-se tratado de «uma conversa informal, num hotel»,
com uma pessoa que conhece «há alguns anos», e, não havendo uma mensagem formal da parte de Tripoli, apenas divulga sobre
o conteúdo da conversa a mensagem «clara» que transmitiu ao emissário.
«Tive a oportunidade de transmitir ao emissário
líbio que, do ponto de vista da comunidade internacional, o regime de Kadhafi acabou, perdeu a sua legitimidade, e que é preciso
que em Tripoli se comece a pensar num cessar-fogo e no início de um diálogo nacional para que o país possa ser preservado
na sua unidade e para que o povo líbio possa ser poupado a mais esforços», declarou.
Amado reforçou que «é fundamental
que quem está em Tripoli entenda que é necessário criar condições para um cessar-fogo, para o início de um diálogo nacional
e que o mais rapidamente possível estabeleça as condições de paz e segurança no país».
Luís Amado irá dar conta dos
contactos estabelecidos aos seus parceiros europeus na reunião de chefes de diplomacia da UE que teve início esta manhã em
Bruxelas, preparatória da cimeira extraordinária de líderes europeus de sexta-feira, dedicada à situação no norte de África
e em particular na Líbia.
Luís Amado esclareceu ainda que o encontro informal se realizou após ter conversado com
a chefe de diplomacia europeia, Catherine Ashton, para coordenar posições ao nível europeu.
«Este encontro teve lugar
depois de uma conversa minha com a Alta Representante [da União Europeia para os Negócios Estrangeiros], precisamente para
avaliar, na frente da acção externa da UE, todas as possibilidades de informação e de coordenação de informação necessárias
para fazer face a esta situação de crise», disse.
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