O secretário-geral do PS classificou esta quarta-feira como "não assunto" a controvérsia relativa ao SMS que enviou a um membro da direção do jornal "Expresso" e defendeu que a liberdade de imprensa não exclui o direito ao protesto.


“É um não assunto. A liberdade de expressão felizmente existe e é uma das grandes conquistas, mas, a liberdade de expressão não exclui a liberdade de quem se sente ofendido também protestar”, acrescentando que o próprio jornalista não se terá sentido intimidado pela “forma muito atenciosa como me respondeu também por SMS”, disse António Costa. 


António Costa falava aos jornalistas à entrada para um colóquio no ISEG, em Lisboa, depois de confrontado com o teor de um SMS (mensagem escrita de telemóvel) que enviou ao diretor-adjunto do jornal "Expresso", João Vieira Pereira, na noite de 25 de abril, mensagem que foi condenada e considerada intimidatória e contra a liberdade de imprensa pelo líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro.

“Quando António Costa tenta coagir, condicionar ou intimidar o exercício da liberdade de imprensa, o prenúncio merece uma denúncia clara. Onde está o PS que tanto fustigou o ex-ministro Miguel Relvas, que chamou ao Parlamento para explicar o conteúdo de um pretenso telefonema? Onde está esse PS? ”, disse Montenegro no debate quinzenal.