O deputado do PSD Leitão Amaro afirmou, neste sábado, que o Governo de António Costa tem de dar muitas explicações sobre a resolução do Banif, atendendo às informações que apontam que as opções tomadas implicaram elevar os custos para os contribuintes.

“À medida que o tempo passa, as preocupações e as dúvidas crescem sobre as opções feitas pelo Governo, em primeira linha, e pelo Banco de Portugal (…). Há demasiadas notícias a sugerir que muitas centenas de milhões de euros vão cair sobre os contribuintes porque resultam de escolhas e omissões do atual Governo”, afirmou António Leitão Amaro, em declarações à agência Lusa.

Para o social-democrata, as informações que têm vindo a ser conhecidas sobre as opções tomadas no resgate ao Banif tornam “cada vez mais urgente a realização de uma auditoria externa independente”, tal como o PSD já defendeu no parlamento.

Diz o ex-secretário de Estado do Governo de Passos Coelho que essa auditoria deve ser sobre "todo o processo Banif", desde a injeção de dinheiro público até à resolução, incluindo o papel do Governo socialista mas também as instituições europeias.

“A semana passada houve notícias sobre ofertas mais vantajosas [do que a do Santander Totta], já houve outras sobre grandes desvalorizações de ativos [do Banif] que obrigaram a injeção de dinheiro a ser muito maior, assim como sobre a passagem para o Santander Totta de créditos fiscais e, desta vez, é sobre as escolhas sobre quem paga”, apontou Leitão Amaro, considerando que, somando as informações, “são centenas de milhões de euros a mais que os contribuintes terão de pagar”, pelo que são necessárias muitas explicações sobre esta operação, nomeadamente do Governo liderado por António Costa.

A 20 de dezembro, domingo ao final da noite, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos – incluindo ‘tóxicos’ – para uma sociedade veículo. No total, o resgate ao banco fundado em 1988 por Horácio Roque pode custar até 3.700 milhões de euros.