O Partido Socialista voltou a descer na sondagem diária da TVI e está agora a quatro pontos da coligação nas intenções diretas de voto. Mas a coligação também baixou, mas menos: cerca de um ponto e meio.
 
É esta a tendência registada ao longo dos quatro dias que já leva esta sondagem diária, quanto aos dois principais concorrentes.
 
Em termos de intenções diretas de voto a sondagem da Intercampus para a TVI, Público e TSF indica esta diferença de quatro pontos: 29,6% dos entrevistados declararam votar na coligação Portugal à Frente (menos um ponto e meio que ontem). No PS, temos uma descida de 1,8 pontos, para 25,6%.
 
A CDU regista uma ligeira oscilação, para 6%. O Bloco de Esquerda volta a subir: 4,7%. O conjunto dos outros partidos concorrentes às eleições mantém em redor dos 3,5%. Há 8,5% de votos brancos ou nulos.
 
O que volta a aumentar é a percentagem de indecisos ou que recusaram responder: 22%. É um número elevado, praticamente um em cada quatro eleitores.
 
Verifica-se aqui uma tendência de subida dos indecisos. Se distribuirmos estes eleitores, obtemos esta projeção: coligação Portugal à Frente, 37,9% dos votos (um ponto a menos que ontem) e o PS 32,9%, o que dá aqui uma diferença de cinco pontos percentuais.
 
Para abandonarmos por completo a margem de erro é necessário uma diferença entre as duas candidaturas de pelo menos 6,2% e isso ainda não aconteceu, o que nos remete do ponto de vista estatístico para o cenário de empate técnico.
 
A CDU obteria 7,8% dos votos. O Bloco de Esquerda, 6% (é o melhor resultado do Bloco até agora).
Os restantes partidos obteriam 4,5%. Comparando com o dia de ontem, verificamos uma ligeira descida da CDU e uma subida do BE.


 

Ficha Técnica

 
Esta sondagem foi efetuada pela Intercampus entre 20 e 23 de setembro, com o objetivo de conhecer a intenção de voto dos portugueses.
 
A amostra é constituída pela população com mais de 18 anos recenseada em Portugal continental. A recolha foi através de entrevista telefónica num total de 1017 entrevistas, proporcionais a cada região.
 
O erro de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de mais ou menos 3,1%.
A taxa de resposta foi de 58,1%.