Os eleitores indecisos não param de aumentar. Estamos a meio da campanha e temos, esta sexta-feira, na sondagem diária da Intercampus para a TVI, Público e TSF, um recorde de pessoas que não sabem em quem votar: 22,2%. E os partidos à esquerda do PS também subiram nas intenções de voto.
 
Quanto aos principais partidos, o PS encurtou ligeiramente a margem para a Coligação. Mas tanto o PSD/CDS como o PS baixaram de novo na projeção de resultados. A diferença entre os dois é hoje de 4,7%.
 
Em termos de intenções diretas de voto, aqui temos a queda das duas principais forças: 28,8% dos entrevistados declararam votar na Coligação Portugal à Frente. No PS, as intenções diretas de voto são de 25,1%.
 
A CDU volta a subir para o valor mais elevado desde que começámos esta sondagem diária: tem 7,1%. O Bloco sobe também para o valor mais elevado: 4,7%. O conjunto dos outros partidos concorrentes às eleições também sobe para 4,2%. Há 7,9% de votos brancos ou nulos.
 
O que volta a aumentar é a percentagem de indecisos ou que recusaram responder. 22,2%.
Verifica-se aqui uma tendência de subida dos indecisos e essa é uma constante. Olhando para estes dados, fica a sensação de que há mais indecisos do que no início da campanha.
 
Se distribuirmos estes eleitores, obtemos esta projeção: Coligação Portugal à Frente, 37% dos votos, menos nove décimas do que ontem. O PS 32,3%, menos seis décimas que ontem. Separados então agora por 4,7 pontos.
 
A CDU obteria 9,2% dos votos o que seria um resultado histórico. E o mesmo aconteceria com o bloco de esquerda: 6,1%. Os restantes partidos obteriam juntos 5,4%.
 
Comparando com o dia de ontem, verificamos a subida da cdu, do bloco e dos restantes partidos.


 

Ficha Técnica

 
Esta sondagem foi efetuada pela Intercampus entre 21 e 24 de setembro, com o objetivo de conhecer a intenção de voto dos portugueses.
 
A amostra é constituída pela população com mais de 18 anos recenseada em Portugal continental. A recolha foi através de entrevista telefónica num total de 1024 entrevistas, proporcionais a cada região.
 
O erro de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de mais ou menos 3,1%.
A taxa de resposta foi de 59,5%.