O candidato do Partido Democrático Republicano (PDR) às eleições legislativas, Marinho e Pinto, criticou este sábado o sistema definido para os debates eleitorais que considera criar uma campanha eleitoral de primeira divisão e uma campanha de segunda divisão.

“Os partidos do poder engendraram um sistema para pela primeira vez afastar alguns partidos e querer fazer uma campanha eleitoral de primeira divisão e uma campanha de segunda divisão”, afirmou o candidato em declarações à Lusa observando que não tem acompanhado os debates televisivos e que lamenta a exclusão do PDR dos debates.


No final do primeiro de dois dias de pré-campanha eleitoral pelo Algarve que passou por Lagos, Portimão, Lagoa, Armação-de-Pêra, Albufeira e Quarteira, Marinho e Pinto deu um balanço positivo do contacto com os residentes e os turistas.

“O que temos dito às pessoas é que se continuarem a votar nos mesmos partidos vai continuar tudo na mesma, como tem vindo a ser repetido ao longo de décadas” afirmou acrescentando que “nem os partidos do Governo são solução para os problemas que eles próprios criaram, nem os partidos da oposição estão à altura porque as suas preocupações são outras”.


Sobre a disponibilidade que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje ter para organizar uma subscrição pública para auxiliar os lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) sem recursos económicos para recorrerem aos tribunais, Marinho e Pinto disse tratar-se de demagogia.

O candidato do PDR considera que a medida “é demagógica, é populista, é uma medida eleitoralista. Uma medida que tenta ocultar as responsabilidades que eles tiveram nesta crise”.

Marinho e Pinto apontou que os lesados do BES não têm reivindicado apoio jurídico mas sim que lhes seja devolvido o dinheiro que investiram no banco tendo por base a confiança que depositaram nas afirmações do Governo, do primeiro-ministro, do Presidente da República e do Banco de Portugal.

Este domingo, a comitiva do PDR vai passar por Tavira, Estoi e Faro.