A concelhia do Porto do Partido Social Democrata (PSD) acusou esta segunda-feira o Partido Socialista (PS) de recorrer a meios da Câmara Municipal da cidade para benefício eleitoral no âmbito das legislativas, pedindo maior vigilância ao presidente da autarquia.

Em comunicado, a concelhia do Porto do PSD alega que o PS “usou e abusou de meios públicos municipais, com a conivência, ou pelo menos a indiferença submissa, do presidente da câmara, Rui Moreira, para procurar obter benefícios eleitorais”, especificando com o envio de “uma carta a todos os portuenses, através dos SMAS, que são presididos por um socialista, para procurar revoltar a população contra o Governo invocando aumentos do preço da água de forma mentirosa”.

Adicionalmente, o PSD da cidade acusa o PS de utilizar “descaradamente os bairros municipais e a ação do vereador [da Habitação e Ação Social], Manuel Pizarro, nos mesmos, confundindo por diversas vezes as suas funções de vereador com a agenda de campanha eleitoralista do Partido Socialista, sabe-se lá com que tipo promessas”.

O PSD da cidade do Porto refere ainda que o PS “usou e abusou de publicidade de forma ilegal na rede social Facebook, situação que, para além de ilegal, como referido, levanta dúvidas sobre a quantidade, origem e regularidade dos fundos investidos nessa atividade”.

“Esperam certamente os cidadãos do Porto, entre os quais os militantes e dirigentes do PSD da cidade do Porto, uma maior vigilância e uma menor submissão política de um presidente de Câmara eleito por uma lista dita suprapartidária, perante um vereador, aliás um ‘super-vereador’, que tudo faz na prática de forma contrária aos supostos princípios e valores de independência e cujo peso e legitimidade políticas na cidade foram, com os resultados nacionais e locais obtidos pelo PS, uma vez mais, fortemente abalados”, acrescenta o comunicado assinado pelo dirigente da estrutura, Miguel Seabra.